domingo, janeiro 29, 2006

Desacertos

1)Manuel Alegre está de baixa. Entretanto foi caçar e reuniu no Altis. Os deputados não podem faltar sem recorrer ao estratagema da baixa?

2) O PUBLICO entrou estado de êxtase místico com o 'casamento' de dua cidadãs portuguesas. Como é habitual nas prosas prosélitas oscila-se entre a perfeição daquilo que se defende e a maldade dos outros. Nesta perspectiva os jornalistas não informam, exaltam. Assim para legitimar a imperiosa necessidade do casamento homossexual surge-nos uma criança, filha duma das senhoras, dizendo que espera com ansiedade pelo dia em que possa "ter duas mães".

Defendo que o Estado reconheça dignidade de contrato à união entre duas pessoas do mesmo sexo. Mas não é de modo algum aceitável que se menospreze o direito à identidade: nenhum de nós tem duas mães. E para servirmos a magnitude das nossas causas jamais devemos menorizar os direitos dos outros ou instrumentalizá-los.
Por fim parece-me importante sublinhar que o casamento não é de facto um contrato adaptável às nossas momentâneas conveniências. Ou simplesmente porque existe uma realidade que não podemos negar. Nesse caso acabaríamos a reconhecer a poligamia.

1 Comments:

At 3:53 da tarde, Blogger CAA said...

Cara Helena Matos,
Se bem percebi, então defende «que o Estado reconheça dignidade de contrato à união entre duas pessoas do mesmo sexo»; mas, por outro lado, já que «o casamento não é de facto um contrato adaptável às nossas momentâneas conveniências» e em nome do direito à «identidade» assenta na «realidade» a criança não poderá ter duas mães ou dois pais.
Donde, o tal reconhecimento do contrato deverá sofrer acentuadas limitações. Por exemplo, o "casal" não poderá adoptar.
Entendi bem o seu raciocínio?

 

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