sexta-feira, janeiro 27, 2006

O INEVITÁVEL SACO DE GATOS

A dormência aparente do que resta das "figuras" do PSD não será excessivamente abanada com o próximo Congresso. Porque é estatutário. Porque ainda não chegou o tempo de dizer que é tempo. Os próximos 2 anos arriscam-se a ser demasiado difíceis para quem liderar a oposição - o combate será desigual, os obstáculos em se ser do "contra" tendem a agigantar-se. Principalmente por causa de Cavaco.
Depois, como notou Pacheco Pereira, se forem aprovadas as "primárias" Marques Mendes corre o sério risco de se esgotar em reafirmações estéreis da sua própria legitimidade apenas porque foi eleito no sistema abolido.
Para quem espreita na sombra, a hora é de aguardar. Sem prescindir da guerrilha sorrateira e dos concertos aparelhísticos. Reprovando o Governo enquanto se critica a sua oposição. Mostrando-se sem se desgastar. Mas investindo sem liquidar.
Para António Borges, Luís Filipe Menezes, Marcelo Rebelo de Sousa, Rui Rio, Aguiar Branco, Manuela Ferreira Leite, Santana Lopes, e tantos outros que sonham com o melhor momento sem o confessarem, o pior que poderia acontecer era uma renúncia prematura de Marques Mendes. Querem-no lá para que a pior parte do percurso seja feita por alguém sem condições de o terminar.
Depois, quando for o tempo, todos os felinos, mais mansos ou mais assanhados, despertarão para a caçada.