terça-feira, janeiro 31, 2006

Precisamente

Em resposta ao comentário sobre o meu post Desacertos acho importante frisar o seguinte: não existe o direito à adopção. O que existe é o direito a ser adoptado. Adoptar é uma decisão muito importante para quem a toma mas é uma decisão que se destina em primeiro lugar a dar uma família a uma criança e não o inverso. Nesta linha as crianças deverão ser prioritariamente encaminhadas para famílias onde tenham um pai e uma mãe.

Sendo possível, como é, a adopção apenas por uma pessoa e não por um casal, não vejo razão para se não entregar uma criança a um ou uma homossexual - viva ele ou ela com ou sem outra pessoa do mesmo sexo. O que é substancialmente diferente de andarmos a usar as crianças como títeres para fazer de conta que se pode ter duas mães ou dois pais. Note-se que esta questão é considerada de tal modo importante na nossa identidade que, em Portugal, se entendeu ser impossível que alguém seja considerado filho de pai ou mãe incógnitos. Isto leva a que o EStado português abra processos de averiguação de paternidade ou de maternidade para as crianças que estão nestas circunstâncias.

1 Comments:

At 4:51 da tarde, Blogger CAA said...

Mais preciso era difícil. Completamente de acordo.

 

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